terça-feira, 26 de maio de 2015

Sérgio Oliveira: o regresso de um jogador à Porto


Mal a época acabou, Pinto da Costa anunciou de imediato três reforços para a nova temporada. Bueno é cara nova, Carlos Eduardo é um regresso depois de um ano de empréstimo e Sérgio Oliveira... é alguém que conhece e que sabe como fazer parte do clube do seu coração, garantiram-nos. Depois de cinco empréstimos e de uma passagem pela equipa B a meio, o português chega finalmente à equipa principal.

Por isso, fomos conversar com quem privou com o jovem, que nasceu há quase 23 anos em Paços de Brandão. Ainda distrito de Aveiro, mas já muito perto do Porto, Sérgio Oliveira desde cedo enraizou o espírito de adepto do clube, despertando interesse nas alturas do Penta. Habituado a ver a equipa ganhar, o menino Sérgio apontou ao sonho de, um dia, também andar por ali.


 Um sonho legítimo, já que, desde muito novo, mostrou clara aptidão para o trato da bola. Tanto que, em 2002, com apenas 10 anos, já estava ligado ao clube. Viveu de perto as grandes noites europeias e as épocas gloriosas de Mourinho e encontrou ali um filme real que o deslumbrou. Por isso, sempre disse: «Vou chegar à equipa principal».

Determinação

«Extremamente determinado, muito certo naquilo que quer e com o foco sempre direcionado para a direção que pretende», palavras de Henrique Calisto, que o treinou na época passada em Paços de Ferreira.

Um técnico que assistiu de perto à ação de um atleta que «sempre trabalhou para o objetivo que tinha, que era voltar» à casa de que «tanto gosta». 

«Dragão é quase como o seu relvado de sonho, nunca escondeu o desejo que tinha de singrar com a camisola do FC Porto e claramente merece», considerou, ao zerozero.pt.

Pode ser um ícone

Na sua carreira como futebolística, bem antes de ser conhecido, Sérgio Oliveira já dava nas vistas. E de que maneira...

«O Sérgio tem tudo para agarrar esta oportunidade, é um jogador muito determinado, muito forte mentalmente e que, já na altura em que jogávamos juntos, sobressaía aos olhos de toda a gente, todos diziam que ali estava um jogador com futuro», garantiu-nos o antigo colega de equipa João Costa, atualmente no Lusitano de Vildemoínhos.

 Um futuro promissor e que passou a ser mediático quando o contrato profissional foi assinado com uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros. Um estatuto que apenas não teve consequência imediata por uma questão de mentalidade. Não do jogador, mas do clube, um pouco como é hábito em Portugal.

«Quando saí do FC Porto, acho que ele ainda não tinha essa cláusula, mas, pelo que conheço dele, tenho a certeza que é tudo uma questão de oportunidade. Ao ires de júnior para sénior é preciso um período de adaptação e de habituação a um futebol diferente. O Sérgio nunca teve esse tempo, tal como tantos outros casos em Portugal, onde os grandes precisam de ganhar e não sabem formar, não dando esse tempo para que o jogador consiga essa adaptação», explicou-nos o avançado, que está certo do sucesso do antigo colega.

«O Sérgio tem 23 anos, tem mais que tempo para se afirmar no FC Porto e ser um ícone do clube. Estou certo que vai sê-lo, é um reforço imediato, habituado ao futebol português e com tarimba de seleção».

Qualidade está lá

Além da confiança no sucesso do jogador de dragão ao peito, os nossos entrevistados comungam nos atributos que realçam ao médio.

Primeiro, o ex-técnico: «Tem condições para se afirmar. Bom colega, excelentes atributos técnicos, grande leitura de jogo, muito boa ocupação dos espaços e fantástico pontapé, em bola corrida ou bola parada. E encaixa neste esquema do FC Porto, tem perfeitas condições para ser o 8 da equipa».

Depois, o antigo colega: «Muita qualidade de passe, muita visão de jogo, é bem composto fisicamente para atuar naquela posição... Tem tudo para vingar no clube, com a valia adicional de ser um jogador à Porto. Tenho a certeza de que os adeptos vão gostar muito dele».

Ficam dadas as garantias.

IN « zerozero.pt »




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